sexta-feira, 28 de agosto de 2009

MUSEU DO SERINGAL VILA PARAÍSO - Série Museus de Manaus / Parte 7








O Museu do Seringal Vila Paraíso está localizado na boca do igarapé São João, afluente do igarapé do Tarumã-Mirim, margem esquerda do rio Negro. O acesso se dá apenas por via fluvial.

Saindo da Marina do David, na Ponta Negra, o percurso em barco motorizado dura cerca de 25 minutos. O trajeto é de grande beleza, podendo-se observar a floresta de terras altas e de igapós, os beiradões do rio Negro, as praias (no período da vazante) e as comunidades ribeirinhas.

Está aberto à visitação no período de quarta a domingo, das 8h às 16h. As visitas são sempre guiadas. Para visita de grupos se faz necessário o agendamento através da Diretoria de Museus da Secretaria de Estado da Cultura.
(fotos: Hera / Judith)

MUSEU DO SERINGAL VILA PARAÍSO - Série Museus de Manaus / Parte 8










A produção do filme A SELVA também adaptou um antigo navio, com as características do “Justo Chermont”, embarcação que levou Ferreira de Castro para o Seringal Paraíso. Depois transformado em Navio-Museu pela Secretaria de Estado da Cultura do Amazonas, foi, durante alguns anos, usado para transportar os visitantes e turistas ao Museu do Seringal, servindo também de cenário para a apresentação das visitas teatralizadas que se estendia às ambientações do Museu e encenava parte da história narrada por Ferreira de Castro.

As visitas teatralizadas, feitas pela Companhia de Teatro Metamorfose, faziam parte do Projeto Livro Vivo, uma iniciativa da Secretaria da Cultura. O roteiro se baseava no próprio romance de Ferreira de Castro e começava a partir do momento em que o Navio-Museu Justo Chermont deixava o porto de Manaus. Além dos atores, participava também uma banda de forró. A interatividade com o público era muito grande. No final da visita a banda e o grupo de atores convidavam os visitantes a dançar uma quadrilha no terreiro do Seringal.
(fotos: Hera)

MUSEU DO SERINGAL VILA PARAÍSO - Série Museus de Manaus / Parte 9






Uma das características do Museu do Seringal Vila Paraíso são as ambientações com produtos naturais, toda semana são colocadas frutas, verduras, legumes, cereais tanto na cozinha como no barracão de Aviamento. Lá também são criadas galinhas, cachorro, sem contar com os “habitantes da floresta” como os pássaros, iguanas, mucuras, cobras e outros que aparecem frequentemente. Um Museu que leva ao visitante a percepção real do período que descreve.
(fotos: Hera / Judith)

sábado, 8 de agosto de 2009

Meu Museu Predileto - O UNIVERSO


Quando eu visito o Museu do Universo à noite, esta é uma das peças que mais admiro!

Drops das Musas

Para nos sentirmos bem e confortáveis, criamos círculos de segurança em torno de nós mesmos, cujos raios de ação variam de pessoa a pessoa. O primeiro círculo, de natureza geográfica, é o da casa, do lugar onde vivemos, se estende depois ao bairro, à cidade; dificilmente ultrapassa esta fronteira, no máximo uma escapadela nas férias para algum lugar além da fronteira do lugar de origem, mas sem envolvimento. Dentro destes círculos geográficos, criamos os círculos de relacionamentos e de ocupações. As rotinas domésticas e os relacionamentos pessoais, a vizinhança e as relações sociais, as ocupações e suas áreas de interesse, os colegas e superiores, as organizações sociais, comerciais, as rotas diárias, os programas de estudo, lazer, entretenimento. Criamos no mundo físico, o nosso mundo pessoal, cercado de atitudes rotineiras, paisagens reconhecidas, encontros pré-escolhidos, roteiros decorados. Olhamos para o mundo além das nossas fronteiras através dos meios de comunicação de massa, sem uma ligação pessoal ou emocionalmente participativa. O mundo além fronteiras pessoais também nos chega através dos estudos: aulas de geografia, história, política, sociologia, antropologia... que poucas vezes nos remetem ao mundo prático, real, cotidiano.

Quantos de nós podemos dizer que os Museus fazem parte dos nossos círculos? Será que eles existem nos círculos geográficos das nossas vidas? Será que os inserimos nos nossos círculos cotidianos de relacionamentos? Ou será que só sabemos da existência deles através das mensagens além fronteiras?

Insira os Museus na sua vida. Os seus círculos emocionais se alargarão como o efeito de uma onda e a alteridade passará a ter um significado mais próximo. Seu mundo será bem maior!

NOTÍCIAS - COREM/2ª R exige aplicação da Lei 7.287/84

A profissão de Museólogo foi instituída por Lei Federal, a de nº 7.287, de 18/12/1984, regulamentada através do Decreto 91.775 de 15/10/1985 e a formação profissional existe desde a década de 20, do século passado, quando foi criado o Curso de Museus, no Museu Histórico Nacional do Rio de Janeiro. Recebi de uma colega o e-mail enviado pelo Conselho Regional de Museologia, 2ª Região, que transcrevo abaixo, a título de informação:

"Em quarta, 5/8/09, Conselho Regional de Museologia escreveu:Data: Quarta-feira, 5 de Agosto de 2009, 14:01 CONSELHO REGIONAL DE MUSEOLOGIA - 2.ª REGIÃO [RJ - MG - ES] Criado pela Lei 7.287, de 18.12.1984 / Regulamentado pelo Decreto n. º 91.775, de 15.10.1985 Rio de Janeiro, 29 de julho de 2009. Caros colegas museólogos, nós da Diretoria do COREM 2ª Região RJ/MG/ES, através da advogada Dra CAROLINA PEREIRA DE MELO, representante do nosso conselho, que com muita habilidade e empenho, ajuizou, em 17/10/2008, ação ordinária contra o MUSEU DE ASTRONOMIA E CIÊNCIAS AFINS - MAST ,insurgindo-se contra o Edital 02/2008, que, ao abrir concurso público para os cargos TECNOLOGISTA PLENO I e TECNOLOGISTA JÚNIOR I, não exigiu dos concursandos a graduação em MUSEOLOGIA nem o registro de inscrição no Conselho da Classe, apesar de as atribuições de tais cargos serem próprias da profissão de Museólogo nos termos da Lei 7.287/84. Nesta luta tivemos uma grande vitória, que se apresenta relatado abaixo, conforme citação do Juiz, “DEFIRO O REQUERIMENTO DE TUTELA ANTECIPADA para DETERMINAR AO MAST que retifique o Edital do Concurso”. Estamos lutando para que nossas ações tenham agilidade e transparência para que possamos cumprir nossa missão de fiscalização em defesa da classe museológica pois almejamos sempre cumprir a missão do Conselho de forma vitoriosa. Continuamos contando com todos os profissionais de museologia para que sejam nossos parceiros nesta empreitada! Em breve lançaremos o site do COREM 2ª R, que possibilitará um maior diálogo entre os profissionais e o Conselho, bem como disponibilizaremos de forma transparente todas as ações em defesa da classe! Termino agradecendo aos Conselheiros que sem nenhum bônus compareceram e comparecem em nossas reuniões para tentarmos organizar estratégias de trabalho que façam gerir novas vitórias, e em especial a Dra Carolina que tem mostrado grande empenho em nos instruir em defesa dos nossos direitos! Marcia Netto COREM 196-I Presidente do COREM 2ª R /RJ/MG/ES
Abaixo: Cópia do processo contra o Edital do MAST PROCESSO Nº 2008.51.01.019827-9 AUTOR: CONSELHO REGIONAL DE MUSEOLOGIA - COREM 2A REGIAO RJ MG ES REU: MUSEU DE ASTRONOMIA E CIENCIAS AFINS - MASP CONCLUSÃO Nesta data, faço os presentes autos conclusos ao MM. Juiz Federal Substituto no exercício da titularidade da 8a Vara Federal, IORIO SIQUEIRA D'ALESSANDRI FORTI. Rio de Janeiro, 27/02/2009 15:02. ADALBERTO WILSON SPIER Diretor da Secretaria da 8a Vara Federal DECISÃO O CONSELHO REGIONAL DE MUSEOLOGIA ¿ COREM 2a REGIÃO ajuizou, em 17/10/2008, ação ordinária contra o MUSEU DE ASTRONOMIA E CIÊNCIAS AFINS ¿MAST (EQUIVOCADAMENTE REFERIDO COMO MASP), insurgindo-se contra o Edital 02/2008, que, ao abrir concurso público para os cargos TECNOLOGISTA PLENO I e TECNOLOGISTA JÚNIOR I, não exigiu dos concursandos a graduação em MUSEOLOGIA nem o registro de inscrição no Conselho da Classe ¿ apesar de as atribuições de tais cargos serem próprias da profissão de Museólogo nos termos da Lei 7.287/84. Em 13/07/2009, ainda não havia sido apreciado o requerimento de antecipação da tutela, nem determinada a citação da ré. Registro, a propósito, que o Magistrado que subscreve a presente decisão encontra-se nesta Vara apenas desde o mês de junho/2009, assim como esclarece que a Vara conta mais de 7.000 processos, o que torna inviável, para qualquer Magistrado, conferir ao processamento a necessária agilidade no processamento. No mérito do requerimento de tutela de urgência, verifico que, de fato, o art. 3o da Lei 7.287/84 reserva ao profissional MUSEÓLOGO as atividades de planejar, organizar, administrar, dirigir e supervisionar os museus, as exposições de caráter educativo e cultural, os serviços educativos e atividades culturais e de instituições afins, bem como coletar, conservar, preservar e divulgar o acervo museológico. Nos termos do art. 2o, o exercício da profissão de MUSEOLOGIA é reservado não só a quem é bacharel em Museologia (art. 2o, I), mas também a quem é diplomado em Mestrado ou Doutorado em Museologia (mesmo não sendo bacharel) e, excepcionalmente, a quem, até a entrada em vigor da Lei 7.287/84, tivesse exercito cinco anos de atividades técnicas de museologia (mesmo não sendo bacharel nem diplomado em museologia). As atividades previstas no Edital do MAST são, portanto, próprias dos Museólogos, mas a qualificação exigida dos candidatos não é plenamente compatível com o art. 2o da Lei 7.287/84. Do exposto, DEFIRO O REQUERIMENTO DE TUTELA ANTECIPADA para DETERMINAR AO MAST que retifique o Edital do Concurso, caso este ainda não tenha tido seu resultado final homologado, para exigir dos candidatos aos cargos de Tecnologista Pleno I e Tecnologista Junior I formação mínima compatível com o art. 2o da Lei 7.287/84 (sem prejuízo de exigência de outras qualificações que o Edital pretender exigir); caso o resultado já tenha sido homologado, a tutela antecipada obstará seja dada posse aos candidatos aprovados que não se enquadrem no art. 2o da Lei 7.287/84. Intime-se o MAST imediatamente, para cumprimento da tutela antecipada (Rua General Bruce, 586, São Cristóvão/RJ), citando-o. Na mesma ocasião, determino envio de mandado de citação também para a UNIÃO/AGU, pois é incerto se o MAST tem personalidade jurídica própria ou se é órgão da UNIÃO. A parte ré deverá esclarecer, em contestação, (1) se o concurso para os cargos em questão teve fim ou não, (2) se houve aprovados ou não, e, caso tenha havido, quem são (nome, CPF e endereço), (3) quais os aprovados que já tomaram posse e qual seu endereço profissional, (4) por qual razão o Edital não observou a Lei 7.287/84. Se tiver alguma prova a produzir, deverá fazê-lo junto com a contestação. Após, conclusos. Rio de Janeiro, 13 de julho de 2009. IORIO SIQUEIRA D'ALESSANDRI FORTI Juiz Federal Substituto no Exercício da Titularidade

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Drops das Musas

Museus são sementes da Memória.
Lançados em terras férteis, bem cultivados, transformam-se em árvores frondosas, de boa sombra. Dão bons frutos.

Mesmo assim, ainda tem gente que empunha motoserra para abatê-los.

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Notícias - MUSA Museu da Amazônia











Estive ontem na Livraria Saraiva participando de uma palestra sobre o MUSA – Museu da Amazônia, proferida pelo seu coordenador, o professor Ennio Candotti com a participação da equipe. Tenho acompanhado pela mídia a evolução deste projeto, mas não conhecia a equipe e a forma como o museu é apresentado. É muito diferente quando se conhece ao vivo e a cores! Um público bastante heterogêneo formava a platéia, estudantes de nível médio e superior, jornalistas, pesquisadores... Não poderia deixar de tecer aqui, as minhas considerações do que pude perceber.

Na realidade o professor Candotti não apresentou um projeto e sim um Conceito. Um Conceito de Museu que vai ao encontro daquilo que hoje é chamado de Nova Museologia. Uma Museologia vista como agente de mudanças sociais e do desenvolvimento sustentável do planeta. Uma Museologia aberta e sintonizada com o Novo Mundo o qual já podemos descortinar e cuja grande janela está diante mim: o monitor do meu PC. Uma Museologia que quebra seus próprios paradigmas, onde o objeto continua tendo papel de destaque, mas que nada comunica se não for inserido e explicado dentro de um processo, de um contexto sócio-cultural-ambiental de âmbito não só local, mas globalizado. Uma Museologia que quebra o paradigma do museu confinado entre quatro paredes, do objeto preservado, sacralizado em uma vitrine e que faz do meio ambiente a grande vitrine da Vida.

Na Novíssima Museologia tudo pode ser musealizado porque Museu é comunicação, é interação, é troca, é preservação e conservação, é memória do ontem e do amanhã, é vivência do hoje, é sustentabilidade, é vida, é também solidariedade como foi dito na apresentação do MUSA. A natureza precisa da solidariedade do homem, o homem precisa da solidariedade dos seus pares, a Amazônia precisa da solidariedade de todos.

Sob esta ótica, o MUSA nasce quebrando um paradigma ao musealizar a Amazônia para que continue Viva e de pé. Mas com voz, como disse o professor Candotti. As formigas, as aranhas, os pássaros, as plantas, tudo deve falar porque tudo tem algo a dizer e a ensinar. O objeto museológico passa a ser todos os seres viventes na Amazônia, inclusive o homem. Explica-se assim, o termo Museu Vivo que vem sendo aplicado ao MUSA. Vivo não apenas no sentido literal, mas também no sentido de dar sustentabilidade à Amazônia através da socialização dos conhecimentos tanto científicos quanto tradicionais.

Quem não conhece não dá valor, não tem estímulo para preservar, é cego, não vislumbra o futuro. Quem não se projeta no futuro está morto.
- Quem quer virar comida de formiga?????????

Uma das coisas que mais me chamou a atenção, e creio que seja mais uma quebra de paradigma, é a forma de participação dos cientistas no projeto (pelo menos aqueles que estavam presentes na palestra e que fazem parte da equipe do MUSA). Senti neles a disposição de vencer a barreira da comunicação com o povo, de explicar (e compartilhar) de maneira compreensível as suas pesquisas, os resultados dos seus estudos (linguagem museológica). Um grande avanço que só vai beneficiá-los e, sobremodo, beneficiar a sociedade. Senti também um modo de fazer com alegria, com entusiasmo, vibrante! E olha que estamos falando de uma equipe pluri-institucional! Mas sob o comando do professor Candotti não poderia ser diferente, com ele se aprende que a Ciência e a Tecnologia podem ser apresentadas com bom humor! Eu também não sabia que os jaraquis eram branquinhos, quase transparentes!!! (aprendi na exposição da SBPC).

Foi levantada a questão se o MUSA conseguiria manter o diálogo com os visitantes sem a explicação pessoal e direta dos cientistas. Certamente que estes não poderão desempenhar regularmente o papel de monitores e guias, suas funções vão muito além, o conteúdo das informações depende deles e a busca do conhecimento é interminável! A comunicação museológica, porém, não se restringe às visitas guiadas, existem muitas formas e instrumentos de comunicação e interação com o público dentro de um museu; tenho certeza que serão usadas! Além do mais é preciso dar crédito e confiança aos jovens, eles estão aí, como esponjas, prontos a absorver os ensinamentos e, se tiverem oportunidade, atuarão como agentes multiplicadores.

Quanto aos que mostraram preocupação se o MUSA vai ter recursos para se manter eu acredito que sim, depende de todos nós. O MUSA é a Amazônia e a Amazônia depende do homem para se manter. Como eu disse na exposição Os Sentidos da Amazônia, basta ter equilíbrio. Mental! A natureza, no seu curso normal, se encarrega do equilíbrio ambiental.

Parabéns e força a todos que estão construindo o MUSA!

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Drops das Musas

Para que serve Museu?
- Para não esquecer.
Para que serve lembrar?
- Para não repetir erros.
Quando foi que errei?
- Ao destruir a Memória.
Para que serve a Memória?
- Para ser lembrada ou esquecida nos Museus.
Depende de quem?
- Dos museólogos e dos visitantes.
Salvemos os dois!
- Amém.

domingo, 26 de julho de 2009

Exposição OS SENTIDOS DA AMAZÔNIA - parte 7





OS SETORES QUE COMPÕE A EXPOSIÇÃO (PERCURSO DE VISITAÇÃO)

07. SETOR DO PALADAR
O PÃO NOSSO DA FLORESTA
Um pouco da gastronomia amazônica, cujo carro chefe é o peixe. As frutas de odores e sabores especiais, os vinhos dos frutos das palmeiras, usados tanto no dia a dia quanto nas reuniões ritualísticas dos povos da floresta: o caxiri dos índios, o ayhuasca do Santo Daime, o açaí do Pará; um mundo de sabores, odores, texturas que se mesclam na cultura da Amazônia.

PALADAR
“Eu sou o pão da vida;
aquele que vem a mim,
de modo algum terá fome,
e quem crê em mim jamais terá sede.”
(João 6.35)

Exposição OS SENTIDOS DA AMAZÔNIA - parte 6




OS SETORES QUE COMPÕE A EXPOSIÇÃO (PERCURSO DE VISITAÇÃO)

06. SETOR DO OLFATO
PERFUMES DA HILÉIA
Os perfumes que a natureza amazônica exala, cobiçados pela indústria nacional e internacional de cosméticos, perfumaria e produtos de higiene, podem ser sentidos nesta seção da exposição, que fala de Chanel nº 5, imortalizado por Marilyn Monroe, cujo fixador é extraído do pau rosa, à biopirataria, na figura dos “piratas do mar verde”. Mais de trezentas espécies da flora amazônica, segundo os cientistas, proporcionam a extração de óleos essenciais e aromáticos. Uma seção muito feminina, a primeira alusão que os perfumes trazem!

OLFATO
“Que os seus lábios me cubram de beijos!
O seu amor é melhor do que o vinho.
O seu perfume é suave;
O seu nome é para mim como perfume derramado.
Nenhuma mulher poderia deixar de amá-lo.”
(Cântico dos Cânticos 1.2-3)

Exposição OS SENTIDOS DA AMAZÔNIA - parte 5









OS SETORES QUE COMPÕE A EXPOSIÇÃO (PERCURSO DE VISITAÇÃO)

05. SETOR DO TATO
A NATUREZA NAS MÃOS DO HOMEM
A natureza está literalmente nas mãos dos homens, esta a razão deste subtítulo. Com as mãos o homem pode destruir, mas também pode transformar, como fazem o caboclo e o índio da Amazônia que retiram da natureza o essencial à sua sobrevivência e, com as suas mãos, produzem as condições materiais de sua existência e os meios através dos quais adentram no universo simbólico de sua relação com o mundo espiritual. Mãos que tecem a rede, que esticam o arco, que modelam o barro, que esculpem a madeira, que confeccionam a máscara ritual.

TATO
“O Senhor teu Deus te há de abençoar
em toda a tua colheita,
e em todo trabalho das tuas mãos;
pelo que estarás de todo alegre.”
(Deuteronômio 16.15)

Exposição OS SENTIDOS DA AMAZÔNIA - parte 4






OS SETORES QUE COMPÕE A EXPOSIÇÃO (PERCURSO DE VISITAÇÃO)

04. SETOR DA AUDIÇÃO
AMAZÔNIA - A luta entre a Vida e a Morte: Adágio, andante, allegro
Como os movimentos de uma sinfonia, primeiro lentamente, depois um pouco mais rápido e por fim acelerado, segue o ritmo de destruição da floresta. Esta seção da exposição procura amplificar os sons que a natureza está emitindo na tentativa de fazer-se ouvir pelo homem. Através da linguagem audiovisual, é apresentada uma síntese de alguns aspectos da biodiversidade da Amazônia com o objetivo de despertar os sentidos dos visitantes para os principais aspectos que comprometem sua sobrevivência e, consequentemente, a do planeta. Desmatamento, queimadas, lixo e poluição urbana, tudo leva à morte do meio ambiente, mas no fim, a mensagem é de esperança, esperança que vem com o canto dos pássaros, com o murmurar das águas, com o som dos povos da floresta.

AUDIÇÃO
“Chegai-vos, nações, para ouvir,
e vós, povos, escutai;
Ouça a terra, e a sua plenitude,
o mundo e tudo quanto ele produz.”
(Isaías 34.1)