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A idealização do Museu do Seringal Vila Paraíso surgiu com a produção do filme de longa metragem A SELVA. A necessidade de se estabelecer um espaço que contextualizasse a realidade humana, geográfica, econômica e cultural do Ciclo da Borracha, foi somada ao aproveitamento das instalações construídas para a locação do filme. O longa metragem A SELVA é uma adaptação do romance homônimo do escritor português Ferreira de Castro, escrito em 1929, após quinze anos de sua saída do Seringal Paraíso, em Humaitá, no Amazonas, onde viveu e trabalhou por dois anos. A obra retrata os problemas sociais vividos pelos personagens reais em meio à selva amazônica na busca do “ouro negro”, a borracha.
O filme, dirigido pelo cineasta Leonel Vieira, teve como produtora a Costa do Castelo Filmes e cenografia do diretor de arte Sérgio Silveira. A produção se deu entre maio e julho de 2001, com a participação de renomados artistas portugueses e brasileiros como Diogo Morgado, Maitê Proença, Cláudio Marzo, Paulo Gracindo Júnior, Roberto Bonfim e Chico Dias.
A condição para o apoio do Governo do Amazonas à produção do filme seria que as locações e cenários fossem disponibilizados para a Secretaria da Cultura do Estado implantar o Museu do Seringal, uma forma de permitir aos visitantes e turistas uma viagem a um passado histórico, de desbravadores e heróis anônimos, de uma realidade cruel e exclusiva da selva amazônica.
(fotos: Hera / Ribamar)
