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quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Drops das Musas

Recebi de uma amiga um pps intitulado O CEGO E O PUBLICITÁRIO. Relato a historinha: Um cego está sentado em uma calçada de Paris com um boné e uma tabuleta à sua frente, onde escreveu “- Por favor, me ajude, sou cego”. Passa por ali um publicitário e resolve ajudar o cego ao ver que o boné só tem uma moedinha. Pega a tabuleta e reescreve o anúncio com outras palavras. Mais tarde, ao passar pelo cego, nota que o boné está cheio de moedas e cédulas.

Afinal, qual a frase que o publicitário escreveu? Foi esta: “- Hoje é primavera em Paris... e eu não posso vê-la”. No final da apresentação do pps vem a frase que resume o moral da história:
“Sempre é bom mudarmos de estratégia quando nada nos acontece”.

Eu vi de um ângulo diferente, e resumiria a história com a frase: “Se quer que alguma coisa seja feita da forma certa e adequada, contrate um profissional da área”. Complementando: “Se quer fazer um Museu ou uma Exposição corretamente, contrate um Museólogo!”.

sábado, 8 de agosto de 2009

Drops das Musas

Para nos sentirmos bem e confortáveis, criamos círculos de segurança em torno de nós mesmos, cujos raios de ação variam de pessoa a pessoa. O primeiro círculo, de natureza geográfica, é o da casa, do lugar onde vivemos, se estende depois ao bairro, à cidade; dificilmente ultrapassa esta fronteira, no máximo uma escapadela nas férias para algum lugar além da fronteira do lugar de origem, mas sem envolvimento. Dentro destes círculos geográficos, criamos os círculos de relacionamentos e de ocupações. As rotinas domésticas e os relacionamentos pessoais, a vizinhança e as relações sociais, as ocupações e suas áreas de interesse, os colegas e superiores, as organizações sociais, comerciais, as rotas diárias, os programas de estudo, lazer, entretenimento. Criamos no mundo físico, o nosso mundo pessoal, cercado de atitudes rotineiras, paisagens reconhecidas, encontros pré-escolhidos, roteiros decorados. Olhamos para o mundo além das nossas fronteiras através dos meios de comunicação de massa, sem uma ligação pessoal ou emocionalmente participativa. O mundo além fronteiras pessoais também nos chega através dos estudos: aulas de geografia, história, política, sociologia, antropologia... que poucas vezes nos remetem ao mundo prático, real, cotidiano.

Quantos de nós podemos dizer que os Museus fazem parte dos nossos círculos? Será que eles existem nos círculos geográficos das nossas vidas? Será que os inserimos nos nossos círculos cotidianos de relacionamentos? Ou será que só sabemos da existência deles através das mensagens além fronteiras?

Insira os Museus na sua vida. Os seus círculos emocionais se alargarão como o efeito de uma onda e a alteridade passará a ter um significado mais próximo. Seu mundo será bem maior!

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Drops das Musas

Museus são sementes da Memória.
Lançados em terras férteis, bem cultivados, transformam-se em árvores frondosas, de boa sombra. Dão bons frutos.

Mesmo assim, ainda tem gente que empunha motoserra para abatê-los.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Drops das Musas

Para que serve Museu?
- Para não esquecer.
Para que serve lembrar?
- Para não repetir erros.
Quando foi que errei?
- Ao destruir a Memória.
Para que serve a Memória?
- Para ser lembrada ou esquecida nos Museus.
Depende de quem?
- Dos museólogos e dos visitantes.
Salvemos os dois!
- Amém.

sábado, 25 de julho de 2009

Drops das Musas

Dois tipos de poeira encobrem os objetos da Memória nos Museus. A poeira do tempo, natural, testemunha de uma História. E a poeira museológica, deixada assentar sobre a Memória, testemunhando a incúria a as trevas das administrações e gestões dos Museus. Uma grande responsabilidade repousa sobre o pessoal técnico: empunhar os instrumentos que retiram a poeira do descaso e fazer brilhar os objetos, cobertos pela poeira da vida que neles está representada.